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Como Reduzir o FAP em Maringá: entre no grupo das empresas com Bônus

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A redução do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é uma das metas mais estratégicas para empresas que buscam eficiência financeira e conformidade legal no Brasil. Em 2026, com a consolidação do eSocial e as novas diretrizes da Portaria Interministerial MPS/MF nº 10/2025, a gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) tornou-se o divisor de águas entre o bônus tributário e o prejuízo operacional. Este guia apresenta as táticas fundamentais para reduzir o FAP, otimizar o Risco Ambiental do Trabalho (RAT) e fortalecer a cultura de segurança da sua organização.

Como Reduzir o FAP em Maringá: entre no grupo das empresas com Bônus

O impacto financeiro do FAP na folha de pagamento

O FAP é um multiplicador variável entre 0, 5 e 2, 0, aplicado sobre as alíquotas do RAT (1%, 2% ou 3%). Na prática, isso significa que uma empresa pode reduzir sua carga tributária previdenciária pela metade ou vê-la dobrar, dependendo do seu desempenho em segurança.
Para a vigência de 2026, os dados oficiais revelam que a grande maioria das empresas brasileiras está colhendo os frutos da prevenção. Segundo estatísticas do Ministério da Previdência Social, a distribuição das empresas por faixa de FAP apresenta o seguinte cenário [1]:

Faixa de ClassificaçãoPercentual de EmpresasImpacto na Alíquota RAT
Bônus (FAP < 1)91, 97%Redução de até 50%
Neutro (FAP = 1)3, 89%Mantém alíquota original
Malus (FAP > 1)4, 14%Aumento de até 100%


Estar na faixa Malus (acima de 1, 0) não é apenas um custo extra; é um sinal de alerta para falhas críticas na gestão de riscos que podem comprometer a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Pilares para a redução efetiva do FAP

Reduzir o FAP exige uma abordagem integrada entre as áreas de RH, Contabilidade, Jurídico e Segurança do Trabalho. Os pilares abaixo são essenciais para alcançar o multiplicador ideal (entre 0, 5 e 1, 0).

1. Gestão de SST via eSocial

Atualmente, a redução do FAP começa pelo envio correto dos eventos de SST ao eSocial. As informações contidas nos eventos S-2210 (CAT), S-2220 (Monitoramento da Saúde) e S-2240 (Condições Ambientais) são as fontes primárias que alimentam o banco de dados da Previdência Social.

Atenção aos Detalhes:

Inconsistências entre o que é enviado ao eSocial e o que consta nos registros do INSS podem gerar um FAP elevado indevidamente.

LTCAT e PGR:

Manter o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) atualizados é fundamental para embasar qualquer contestação e garantir que os riscos estejam mapeados e controlados.

2. Monitoramento das taxas de frequência, gravidade e custo

O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) utiliza três índices principais para calcular o FAP de cada empresa. Compreender esses cálculos permite que o profissional de SST atue de forma cirúrgica:

Taxa de Frequência (TF):

Mede o número de acidentes e doenças ocupacionais. A meta é manter a TF abaixo de 20 para ser classificada como "Muito Boa".

Taxa de Gravidade (TG):

Avalia o impacto dos acidentes (dias de afastamento). Acidentes que resultam em aposentadoria por invalidez ou óbito têm peso máximo. Uma TG até 500 é considerada excelente.

Taxa de Custo:

Reflete o montante de gastos gerados para a Previdência Social.

3. Inspeções de SST e medidas preventivas

Inspeções minuciosas e constantes são imprescindíveis. A implementação de medidas preventivas eficazes não apenas reduz os índices estatísticos, mas evita o sofrimento humano e a perda de talentos.

Cultura de Segurança:

Introduzir a segurança como um valor organizacional, e não apenas como uma norma a ser seguida, é o passo mais importante para a redução sustentável do FAP.

Investigação de Incidentes:

Mesmo incidentes que não geram afastamento (menores de 15 dias) devem ser investigados, pois são preditores de acidentes mais graves no futuro.

Prazos de contestação e ferramentas úteis

O FAP com vigência para 2026 foi disponibilizado para consulta em setembro de 2025. O prazo para contestação eletrônica ocorreu entre 1º e 30 de novembro de 2025 via portal FAPWeb [2]. Caso sua empresa tenha perdido este prazo, é vital iniciar agora o planejamento para o ciclo de 2027, monitorando os dados de 2024 e 2025.

Ferramentas de Simulação

Para auxiliar no planejamento, existem plataformas gratuitas que permitem simular o cálculo do FAP e identificar os pontos de melhoria:

Plataforma SESI/CBIC:

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção, em parceria com o SESI, oferece ferramentas que auxiliam na gestão de custos e na simulação do impacto da SST no FAP [3].

Conclusão: O FAP como indicador de desempenho

Reduzir o FAP não deve ser visto apenas como uma tarefa burocrática, mas como um Indicador-Chave de Desempenho (KPI) estratégico. Empresas que alcançam o bônus de 50% demonstram excelência operacional, cuidado com o capital humano e eficiência tributária. Integrar tecnologia, como softwares especializados em SST, e manter a conformidade rigorosa com o eSocial são os caminhos mais curtos para transformar a segurança do trabalho em um diferencial competitivo em 2026.

Referências

[1] OnSafety. FAP 2026: Estratégia e Impacto na Contribuição Previdenciária. Publicado em 15 de outubro de 2025.

[2] Portal Gov. br. Fator Acidentário de Prevenção (FAP) com vigência para 2026. Publicado em 24 de setembro de 2025.

[3] Portal da Indústria. Plataforma online ajuda empresas a calcular Fator Acidentário de Prevenção.
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Medivo Saúde Ocupacional
Redator do Site Medivo Saúde Ocupacional
Fundada em 2006 como ErgoFisio e consolidada após uma trajetória de inovação, a Medivo Saúde Ocupacional é referência em Medicina, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho. Com sede no Noroeste do Paraná, a empresa evoluiu de uma consultoria em ergonomia para se tornar a líder de mercado em SST (Saúde e Segurança do Trabalho). Premiada anualmente por sua excelência em gestão, a Medivo une conhecimento técnico avançado, ética e inovação para garantir conformidade e bem-estar às empresas parceiras.
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